3.6.08

TERRA de NINGUÉM

Projecto apresentado no Fundão, resultante de uma co-produção entre “A Moagem-Cidade do Engenho e das Artes ” e da “Este – Estação Teatral da Beira Interior”.

A convite de uma amiga decidimos deliciar-nos, no último fim-de-semana e a propósito da peça em título, com uma visita ao interior.


Pois fizemos muito bem, mas destas deambulações falaremos noutra altura, por agora fica a apresentação do dito projecto teatral, criado por, com e para os miúdos que, a partir de uma história construíram esta peça: A “Terra de Ninguém”.

Estabelecido estava o cartaz, o título e o fim da história a partir de trabalhos plásticos de alunos do 1.º ciclo dos meninos do Fundão, tudo trabalhado por Maria Vasconcelos.

O resto passa-se entre uma leiteira, uma panela de ferro, um garrafão,


a almotolia, uma garrafa,



um par de botas é o sr. ranhoso (que não podia ser outro que não o patrão?!)



Estas personagens conduzem-nos pela história da invasão de terras (do patrão) e da sentença que determinou a sua gestão comunal, da vontade de emigrar para a “Paris da França” e de lá trazer dinheiro para comprar um banco, da possibilidade de tudo comprar, de tomar posse de tudo… menos das pessoas e da sua alma!

Criações da infância muito bem conduzidas, e extraordinariamente trabalhadas, na encenação da Maria, que tão bem mostra como uma nova geração de actores, performers, encenadores e criadores têm tanto para oferecer às artes cénicas deste país.
Assim, as oportunidades não lhes faltem e a sua força para lutar igualmente!

Aqui ficou um cheirinho do trabalho apresentado e a terminar o povo… aqui representado por duas cabaças e o respectivo par de abanicos, coadjuvados por mais duas canecas de metal!

23.4.08

TEATRO IBÉRICO

De Eugène Ionesco

Uma alucinante despedida da vida. A peça fala da essência da existência humana diante golpe do destino que todo ser humano tem de enfrentar, mesmo com os temores do que pode acontecer ao dar o último suspiro. É a tragicómica história do “Rei Berengário” e, certamente, de todos nós. A irónica forma como ele apercebe-se do que está a acontecer à sua volta, as reacções à fatal notícia, bem como a relação que há entre ele e o inevitável desfecho, somente acompanhado pela consciente e assustadora ideia de que “O que deve acabar já acabou”. Para além do medo de se saber que a última cena é “obrigatoriamente” mortal, há a incómoda descoberta de que, realmente, nunca se chegou a viver.
Uma comédia que mostra o quão ridículos podemos ser quando nos confrontamos com a efemeridade da vida e o inútil apego que temos às coisas materiais.

10.4.08

PINTURAS


Foi numa casa particular, em Braga, numa das minhas escapadelas de Lisboa que encontrei estas obras






Ficamos a saber que foram feitas por duas pintoras amadoras, que têm a característica interessante de serem gémeas e são de seu nome Conceição e Rosa Lobo, foram pintadas em Leiria.,





e daí, em mãos familiares rumaram até onde as descobri, exceptuando a das mãos,




propriamente ditas, trabalho elaborado a partir das mãos da família das pintoras.




São estes acasos da vida que nos despertam interesse para obras que, por não estarem acessíveis publicamente, não teríamos outra forma de os apreciar. E é exactamente isto que pretendo partilhar convosco agora!

10.3.08

FESTA NO IBÉRICO



Realizou-se no último Sábado dia 8, mais uma festa inesquecível neste espaço, um dos mais emblemáticos desta nossa cidade de Lisboa.
Desta vez propunham para a noite voltar-mos aos anos 80/90 do sèc.XX,, por dois dos mais famosos DJ’S o THE_RABITT e DODGE.


Apareceram grupos trajando de forma irrepreensível com roupas ao gosto da época não esquecendo as cabeleiras.



A festa esteve bastante animada


Só temos que esperar por novos eventos a não perder, por isso programem já a vossa agenda para o 1º Sábado de Abril.

6.1.08

FIM de ANO-INICIO DE ANO MEMORÁVEL NO TEATRO IBÉRICO


Foi no dia 31 de Dezembro que a Mutrança – Associação Cultural – organizou a melhor festa da cidade.
O espaço: magnifico, o programa: prometedor, a companhia, muito agradável!


Por isso fomos à descoberta.
Tudo começou com a Isa, uma virtuosa flautista que nos encantou contando histórias infindáveis com a flauta transversal.



Depois, o brinde da meia-noite e o adeus a 2007 com o inaugurar de 2008 e eram passas e champagne e bolo rei, e todas aquelas coisas que aconchegam o estômago e a alma nesta época.





Na batuta, o melhor performer: Fernando Nobre, que entrega como só ele sabe e cativa toda a assistência! O fim que se quer para fechar mais um ano, a graça e a alegria que se pretende para o que começa!




Depois, Mr. Lizard num concerto fabuloso







acompanhado pelos Mayuka Funky Dancers


Anthony Wheldon, a alma na guitarra, Ciro Cruz, um mestre do baixo, David Canhoto, a força da bateria, Silk Nobre, o homem espectáculo, o encantador de plateias com uma voz forte e versátil… tanto, em vibrações inesquecíveis, num som cheio de magia, numa palavra: contagiante!

Música para coreografias cheias de energia e de ritmo de Maria Velez, um olhar e uma postura hipnotizantes, Vanda, positividade em palco, Renata, ingenuidade, Ricardo, força em movimento, Mayuka, o virtuosismo corporal e André Figueiral, a expressão por excelência.





Depois foi dar o palco a todos: com música dos DJ’s Nuno Lopes, o fashion das melodias de hoje e de sempre, Assírio, o toque de sabores quentes de outras latitudes e Rabbit, o after-hours mais louco da cidade.

Às sete da manhã a pista ainda estava cheia de gente gira a começar da melhor forma 2008, que se espera cheio de coisas tão boas como esta festa!




Pelo caminho umas investidas pelos baristas mais simpáticos desta noite, e pelas tostas que a Susana preparava para os esfomeados, a carecer de energia para voltar à pista.




Sem dúvida, festas a repetir e a recomendar para gozar o ano de 2008!!!

Muitos parabéns à organização e a todos os artistas.

É deste talento que faz falta, e assim se partilha, que são feitos os melhores momentos da noite nesta Lisboa cosmopolita!