31.8.07

O DOIDO e a MORTE



De Cabo verde, o grupo de Teatro do Centro Cultural Português, chega-nos a peça “O Doido e a morte”, baseada no conto de Raul Brandão.







Considerada uma das melhores obras da dramaturgia portuguesa, poderemos falar de expressionismo, já que nos retrata um homem contra as crueldades do mundo em que vivemos.








A peça alerta-nos ainda para o perigo daqueles que dominam o Mundo em que vivemos tendo a mania que são deuses e podem manipulá-lo a seu belo prazer.








Se ainda não viu o festival ainda está a tempo.








Espectáculos a não perder, consulte o programa.



27.8.07

MONSTROS ÀS ESCURAS


Começou mais uma edição, a sexta, do tão esperado Festival Internacional de Máscaras e Comediantes, organizado anualmente pela Filipe Crawford Produções Teatrais, desta feita em parceria com a EGEAC.

O Festival decorre no Castelo de S. Jorge e no Museu da Marioneta (Convento das Bernardas), entre tardes com História e noites mais ou menos veraneantes.



A abertura deste ano fez-se com a peça “Monstros às Escuras”, baseada nos textos de Roland Dubillard.



Trata-se de um espectáculo constituído por uma sequência de diálogos absurdos e de um humor sui generis, em linguagem coloquial e de acordo com as regras, sempre evolutivas da comédia dell’arte.


Os actores, Filipe Crawford e Rui Paulo, desempenham de forma exemplar os seus papéis, dialogam e trocam piadas entre si,~

numa cumplicidade eminente com o público. Retratam-se caricatamente figuras e figurinhas por demais conhecidas da área do espectáculo e ilustram-se simbolicamente momentos do quotidiano de modo muito original.

Guilherme Noronha, o terceiro personagem, melhor dizendo: “aquele de quem se fala” é uma figura sombra no desenrolar de todo o espectáculo, até que no fim, num apontamento inesperado, aparece para revelar que ele é o “tal” personagem, aquele de quem os amigos passaram o espectáculo a falar.

Um espectáculo divertido, leve, que nos proporcionou uma muito agradável noite de Sexta-feira.






Uma última palavra para sublinhar o desempenho do pessoal técnico, elogio este extensível também à sonoplastia e ao trabalho dos vídeoastas.

Consultem o programa do Festival e escolham de entre as variadas peças aquelas que mais vos chamarem a atenção, e cuja vossa agenda permitir, a variedade é grande e a qualidade garantida, de modo que não se apresentam motivos que levem a não participar neste festa única no panorama teatral português!

13.8.07

9.8.07

BANA

Mais uma noite bem passada, no TEATRO IBÈRICO desta feita para assistir ao concerto de uma lenda da música Cabo Verdeana, o Grande Bana.




No começo do espectáculo tivemos a actuação de um intérprete de mornas – Daniel Moreira – que nos trouxe todos os sabores e aromas daquelas ilhas tão características pela sua cultura tão própria e com as influências mais diversas.





Seguidamente, na nossa opinião, um dos momentos mais altos da noite, ouvimos prazenteiramente a actuação de duas grandes fadistas, duas vozes bem distintas, duas almas da canção nacional, a raça e o encontro de gerações:




Srª Dª Rosete Silva e






Cláudia Afonso,






Por onde terão andado durante tanto tempo estas duas senhoras? A maturidade, a emoção na voz, o sentir da musicalidade tão própria do fado que nos toca a alma dizem aquilo que se sente e se perpassa nestes retratos.







Uma palavra para referir em jeito de elogio os talentosos músicos que as acompanharam: um quinteto de cordas, a saber, da esquerda para a direita, na guitarras portuguesas Carlos Gonçalves e Luís Ribeiro, nas violas Albertino Monteiro e Soares da Costa e, por fim, Jaime Martins no baixo acústico.





Já no fim da noite, a terminar este belo serão, aquele por que todos esperávamos para fechar com chave de ouro: Bana, para este músico não há palavras que o descrevam: é em si sinónimo de graciosidade, de melodia, de ritmos quentes que nos chegam assim, simples e únicos, de outras latitudes e que, como desde sempre, se encontram nesta Lisboa de todas as sensibilidades artísticas.