Para fugir à banalidade de falar de uma peça em exibição, do estado geral das artes teatrais ou de representações particulares, optámos por divulgar a nossa modesta opinião sobre um dos mais belos espaços cénicos da nossa cidade de Lisboa.
Começaremos por vos dizer que fica localizado em Xabregas, datado do Séc. XVII, era a Igreja do Paço Real, mandado construir pelo Rei D. João IV, no entanto, a estrutura actual reporta-se à igreja que aí existia do Séc. XVIII e que fazia parte do Convento dos Franciscanos.
Mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e com a instauração da República foi vendida e passou a integrar a parte da Fábrica de Tabacos que funcionava nesta zona.

Actualmente, está adaptada a local de espectáculos, mais propriamente, um teatro bastante amplo, com uma plateia com 169 confortáveis lugares e

um palco de tamanho considerável, onde todos os recantos têm uma magia muito especial.
Logo na entrada, onde fica localizado o bar e a bilheteira, com os seus painéis de azulejos tipicamente portugueses




Passando finalmente à sala propriamente dita,

temos os anjinhos originais a receber o público, ficando o palco localizado onde outrora foi o Altar-mor.
Um espírito de paz e de transcendência que se sente numa ambiência solene tão curiosa nestes espaços cénicos.
As condições acústicas são óptimas.
Acolhe há alguns anos o Teatro Ibérico que, apesar de não ser financiado pelo Ministério da Cultura, têm regularmente em cena peças interessantes, de momento está em cena “As Fadas Também Morrem” que trata a intrigante problemática da eutanásia, e todos os anos aí se realiza o Festival de Danças Tradicionais, que ocorreu há duas semanas.
Aconselhamos vivamente uma visita ao local, verão que se não arrependem, aproveitem para ver uma peça sobre um tema sempre actual.