6.9.06

3 num baloiço

Mais uma vez o TEATRO da GARAGEM, cede o seu espaço a outra companhia, para que esta possa mostrar o seu trabalho. Desta vez foi ao TEATRO dos ALOÉS, que apresentam uma peça de Luigi Lunari.



Três personagens entram em cena por três locais diferentes, em momentos diferentes, têm objectivos diferentes. Uma comédia que nos mostra a rir a diferente maneira de estar e viver a vida.

No TEATRO TABORDA de 6 a 17 de Setembro.Quarta a Sábado às 21horas e 30 minutos e ao Domingo às 17H.




Espectáculo a não perder!!!

5.9.06

O HOMEM ALMOFADA
























Espectáculo a não perder!!!

4.9.06

“LES GITANS”

Esta noite veio da Bélgica a Compagnie pour Rire.








Antes do espectáculo começar uma simpática cigana lia-nos a sina da nossa vida!!!
Aproveitam para de uma forma ligeira falarem de problemas bastante sérios como seja a exclusão, e xenofobia, mas também do amor e dos nobres corações







Trouxe-nos um espectáculo cheio de cor e movimento em que há um casamento perfeito entre a música, o canto e a dança.





Desta forma permitindo ao homem guardar um sorriso e manter-se de cabeça levantada, quando o mundo é doloroso…

Pintam com humor e ternura o universo de uma minoria os ciganos com um conto em que o feérico sublima a realidade.

3.9.06

PAX ROMANA



A ESTE- Estação teatral da Beira Interior, desceu à cidade para se apresentar com mais um espectáculo, desta vez Pax Romana.




Relata-nos as peripécias de três legionários romanos fugidos, à beira de um bosque a caminho do acampamento, pois todo o seu regimento foi derrotado e esfrangalhado pelos bárbaros.




Tentaram e bem criar uma simbiose entre actores e público, inspiraram-se nas figuras da BD (os romanos e Astérix), recorreram à tipificação das personagens, baseado no Clownesco e também ao tempo patente em Beckett (à espera de Godot)





















Parabéns aos actores, que usaram uma linguagem de um pseudo Latim, mas que por isso tiveram de usar a mímica de forma brilhante.

1.9.06

AS AVENTURAS de JOÃO PADÃO À DESCOBERTA da AMÉRICA


A peça representada no Castelo, leva-nos à América de outros tempos.



Conta-nos a história de um cidadão originário da região de Bergamo que nas suas aventuras e desventuras pela Europa vai parar a Espanha.



Como se portava bem, foi perseguido pela Inquisição e a








única saída que encontrou foi embarcar para a América numa das Naus de Cristóvão Colombo.

Nas suas andanças por essas paragens assiste a várias atrocidades feitas pelos descobridores espanhóis. Naufraga é recolhido por uma tribo de Índios ele e mais quatro camaradas. Esta tribo vende-os para servirem de “banquete” a uma tribo de canibais.

Aqui consegue ganhar a confiança deles, ensina-os a montar, a criar armas de defesa e leva-os a atravessar o continente americano na esperança de encontrar os cristãos para poderem voltar à sua terra Natal.

Com bastante esforço consegue catequizar os índios para que estes possam conviver com os espanhóis.

Mas devido à barbaridade dos conquistadores espanhóis todos os seus esforços se tornaram infrutíferos.

O “nosso” herói toma o partido dos seus amigos índios, ajuda a expulsar os conquistadores, acabando os seus dias a viver com eles.





Uma palavra para o técnico Nuno Gomes que esteve sempre bem




Como se tem tornado hábito nestas noites do Castelo ontem assistimos a um espectáculo cheio de voltas e reviravoltas em que o herói mostra saber lidar com as peripécias da sua vida.
Apresenta-nos uma perspectiva muito positiva da mudança, algo que não há na sociedade portuguesa. Ora vejam como uma ida ao teatro pode ser construtiva. Formas de encarar a vida, o sonho e a realidade entre-cruzados no palco. Congratulações muito especiais ao também actor Filipe Crawford, que neste festival nos tem brindado com actuações esplêndidas.

Para quem ainda não foi a nenhum dos espectáculos, não continue para aí a dormir aproveite que hoje a peça é “ Pax Romana “, já que estamos nos últimos cartuxos desta festa das máscaras e comediantes.

30.8.06

Hamlet de William Shakespeare na Quinta da Regaleira

Fomos no último fim-de-semana espreitar o que tem tornado tão animados os serões deste Verão na Quinta da Regaleira, em Sinta.

Deparámo-nos pois com uma alegre cavaqueira na Esplanada deste verdadeiro monumento, edificado no fim do século XIX por um brasileiro: Carvalho Monteiro.
Em todos os pormenores se verifica um cuidado extremo um ambiente carregado de misticismo e simbologia. Dos jardins que envolvem a casa, às capelas, passando pelo poço e pelo anfiteatro nada foi deixado ao acaso.
Na última década a Câmara de Sintra comprou a Quinta e recuperou-a com o todo o esmero e cuidado que merecia, hoje é possível visita-lo todos os dias, existem visitas guiadas e no fim do percurso há um restaurante onde também se pode apenas tomar um chá, ou mais aprazível nesta época, comer um gelado! A Quinta é ainda palco de variadas animações… Mas já lá chegaremos.
Mas este preâmbulo serve apenas para aguçar a curiosidade de quem nunca tenha visitado este espaço, para quem já conhece, desde já podemos afirmar que a noite com o seu luar traz uma magia especial e uma áurea propícia a que aí se desenrolem, como é o caso, tramas – foi assim no último Sábado, assim se repetirá nas semanas que aí vêm.



Ora pois passemos ao dito – Hamlet – Príncipe da Dinamarca. Levado à cena por um grupo local: TapaFuros que assim comemoram 10 anos de teatro de rua.
Composto por um elenco de actores jovens e de grande vivacidade, em duas horas e pouco, num percurso interessante e numa viagem no tempo até






à corte Dinamarquesa a enterrar o pai de Hamlet, entre um cafezinho e um cigarro, ouvindo, já embrenhados na história o relato das









aparições de um fantasma









entre o tom coloquial dos sentinelas do castelo.



As revelações famosas deste ser para além da vida passar-se-ão a seguir…



Entre paragens e andanças lá vamos caminhando, entre loops em socalcos e recantos privilegiados dos jardins – um Beijo a Ofélia, uma trica da corte até nos depararmos, frente um relvado magnífico, com o primeiro mau presságio, a partida do irmão da donzela e um aviso de seu pai.






Daqui ao espaço do anfiteatro, palco único para desfrutar das cenas que antecedem o desenlace final são apenas uns quantos passos de deleite visual.



Para terminar um jogo de xadrez em caixinhas surte uma opção de cenografia feliz, essencialmente se comparada com a política do poder, tão actual ontem como hoje.

De elogiar o esforço vocal dos actores, o texto passa, sem que se perca pitada, o conjunto convence apesar de algumas opções de encenação menos claras, a verdade é que agarra o público injectando a cada deixa ritmo ao espectáculo.


Uma referência ao desenho de luzes que bem evidencia a arquitectura e a beleza natural e introduz um jogo de sombras na fantasmagoria dos sentimentos.
A banda sonora revelava-se eficaz num espaço em que corria o risco de se perder, temos a música como elemento suplementar de uma paisagem esplêndida desta maneira musicada.



Os figurinos arrojados, sem no entanto perderem elegância, neste ponto realçamos os pormenores…
Por momentos apetecia perdermo-nos Quinta fora e reinventar um luar mágico…



Parabéns a todos os que tornaram este espectáculo possível,


um agradecimento muito especial a quem se lembrou de deixar mantas nas cadeiras do anfiteatro, já que tão úteis se revelam.

A terminar apenas uma última remissão ao texto: TapaFuros, tal como a flauta, colocados o dedos em cima dos buracos certos – produzem a melodia mais harmónica: em duas palavras: Dão-nos música!

Vão ver… mas marquem primeiro pois tem estado sempre esgotado!


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