10.3.08

FESTA NO IBÉRICO



Realizou-se no último Sábado dia 8, mais uma festa inesquecível neste espaço, um dos mais emblemáticos desta nossa cidade de Lisboa.
Desta vez propunham para a noite voltar-mos aos anos 80/90 do sèc.XX,, por dois dos mais famosos DJ’S o THE_RABITT e DODGE.


Apareceram grupos trajando de forma irrepreensível com roupas ao gosto da época não esquecendo as cabeleiras.



A festa esteve bastante animada


Só temos que esperar por novos eventos a não perder, por isso programem já a vossa agenda para o 1º Sábado de Abril.

6.1.08

FIM de ANO-INICIO DE ANO MEMORÁVEL NO TEATRO IBÉRICO


Foi no dia 31 de Dezembro que a Mutrança – Associação Cultural – organizou a melhor festa da cidade.
O espaço: magnifico, o programa: prometedor, a companhia, muito agradável!


Por isso fomos à descoberta.
Tudo começou com a Isa, uma virtuosa flautista que nos encantou contando histórias infindáveis com a flauta transversal.



Depois, o brinde da meia-noite e o adeus a 2007 com o inaugurar de 2008 e eram passas e champagne e bolo rei, e todas aquelas coisas que aconchegam o estômago e a alma nesta época.





Na batuta, o melhor performer: Fernando Nobre, que entrega como só ele sabe e cativa toda a assistência! O fim que se quer para fechar mais um ano, a graça e a alegria que se pretende para o que começa!




Depois, Mr. Lizard num concerto fabuloso







acompanhado pelos Mayuka Funky Dancers


Anthony Wheldon, a alma na guitarra, Ciro Cruz, um mestre do baixo, David Canhoto, a força da bateria, Silk Nobre, o homem espectáculo, o encantador de plateias com uma voz forte e versátil… tanto, em vibrações inesquecíveis, num som cheio de magia, numa palavra: contagiante!

Música para coreografias cheias de energia e de ritmo de Maria Velez, um olhar e uma postura hipnotizantes, Vanda, positividade em palco, Renata, ingenuidade, Ricardo, força em movimento, Mayuka, o virtuosismo corporal e André Figueiral, a expressão por excelência.





Depois foi dar o palco a todos: com música dos DJ’s Nuno Lopes, o fashion das melodias de hoje e de sempre, Assírio, o toque de sabores quentes de outras latitudes e Rabbit, o after-hours mais louco da cidade.

Às sete da manhã a pista ainda estava cheia de gente gira a começar da melhor forma 2008, que se espera cheio de coisas tão boas como esta festa!




Pelo caminho umas investidas pelos baristas mais simpáticos desta noite, e pelas tostas que a Susana preparava para os esfomeados, a carecer de energia para voltar à pista.




Sem dúvida, festas a repetir e a recomendar para gozar o ano de 2008!!!

Muitos parabéns à organização e a todos os artistas.

É deste talento que faz falta, e assim se partilha, que são feitos os melhores momentos da noite nesta Lisboa cosmopolita!

22.10.07

FESTA FUNKY

O Funky é descendente do Soul e do Blues. É o Jazz na pista de dança. Originário da cultura Afro-Americana representa uma voz que clama por respeito e dignidade.
A cultura é aquilo que fica depois de esqueceres tudo aquilo que aprendeste.


A música negra, nomeadamente o Soul, passa a ser um veículo de contestação política na defesa dos direitos civis nos anos 60 e 70, no contexto da América do pós-guerra cheia de contradições sócio-culturais. Não pretendemos importar este sentimento mas sim transformá-lo em algo que una as pessoas em redor da música.
O Funky não é: calças à boca de sino, grandes óculos escuros e camisas coloridas ou uma cabeleira afro, é uma atitude que aceita o outro tal como ele é.
Com a sua cultura e maneira de estar!
Funky é Funky.Funky é cru.



Funky és tu.



Aparece!

No Teatro IBÉRICO
Rua de Xabregas nº 54
LISBOA
Tel. 960073223

12.10.07

ELA UMA VEZ


Este espectáculo resulta de um trabalho de equipa bastante vasto, em que a Cláudia, -única em palco.





Começaremos por dizer que esta peça tem por base sete textos de outras tantas poetisas, portuguesas, cuja encenação nos leva num percurso pelo imaginário feminino.







Quer através da expressão corporal, da música, da coreografia ou dos cenários, tudo muito bem conseguido, demonstrando que a simplicidade tem grande força no desenrolar de toda a acção.



Quanto ao desenho de luz e a sonoplastia apresentam-se bem estruturadas, e acompanham a voz da Claudia que nos encanta com o seu sentido melódico.




Não percam este espectáculo! No Mundial até 28 de Outubro, de quinta a sábado, às 21h45m, e Domingos às 17h00m


5.10.07

AGOSTO

A Barraca trouxe-nos desta vez uma peça sobre a emigração e as relações entre emigrantes feita a partir de textos de alguns escritores portugueses.



Durante a acção da peça leva-nos a viajar ao Portugal das décadas 50/60 do séc. XX, quando os portugueses se viam obrigados, em função do panorama político e económico nacional, a emigrar em busca de uma vida melhor.


Ao longo da narrativa contam-se as aventuras e as desventuras por que passaram: Aqueles que eram enganados pelos passadores que ao engano e que nem sequer chegavam a sair de Portugal, deixados que eram numa aldeia do distrito de Bragança denominada FRANÇA;


Outros, no caso, os Açorianos que, para pagarem a viagem para a América, trabalhavam de graça nos navios que demandavam aquelas paragens em troca de uma viagem como bagagens humanas para o novo continente.


Depois chegam-nos os diferentes modos de vida adoptados pelos emigrantes: uma vida de trabalho sem direitos, a exploração a que estavam sujeitos, por vezes empreendida pelos próprios compatriotas,



aqueles que chegaram primeiro, que haviam enriquecido, e que depois se arrogavam no direito de abusar de ignorantes e ingénuos que, numa nova paragem constituíam uma presa fácil.


Finalmente e a terminar mostra-se com verdade que nem todos os emigrados regressam melhor do que partiram, nem sequer com aquilo que tinham partido,


em contraponto com alguns que ao voltar constroem as já famosas maisons que povoam a paisagem de tantas aldeias no nosso interior.

Enfim, viagem guiada por um mundo diferente que tão bem reflecte a mentalidade portuguesa, cá e lá, antes e depois. Uma história paradigmática do ser português.




A peça conta com um elenco jovem e bastante promissor, de que não podemos destacar ninguém.


Uma encenação cuidada de Maria do Céu Guerra e um óptimo trabalho de todos os elementos da equipa desta companhia de dentro, dentro da tradição da Barraca que revela a cada espectáculo um tema polémico e que nos deixa uma perspectiva sempre renovada do mesmo.

Vão ver que vale a pena!