No âmbito das comemorações dos 35 anos do teatro de Pesquisa a Comuna e dos 50 anos de carreira de João Mota, estreou na 5ª feira passada a peça “Hamlet”.
Peça de Shakespeare que dispensa quaisquer apresentações, aqui na tradução de Sophia Mello Breyner.
Resta-nos sublinhar as particularidades deste Hamlet, personagem interpretada por Diogo Infante, fio condutor de toda a acção, até em função do texto (não representado e versão integral, provavelmente devido à sua extensão).
Todo o elenco releva a qualidade de representação e encenação a que estamos habituados quando é da Comuna que se fala, as marcações, a estética, a força inerente à acção, tudo respira teatro!
A emoção, a contradição de sentimentos, a tragédia, o desengano magistralmente interpretados por Carlos Paulo, Ana Lúcia Palminha, Albano Jerónimo, Natália Luísa e João Tempera:
A evolução das personagens a que tão bem dão vida convida-nos à partilha de emoções e questiona-nos ritmadamente.
Outros papeis menos preponderantes auxiliam esta percepção completa de conflito interior e de expressão de um tempo e espaço concentrado onde tudo se pode passar:
Seja na peripécia introduzida pelos comediantes, ou através das deambulações do coveiro, nada é deixado ao acaso neste Shakespeare irrepreensível.
A Não Perder:
Teatro Maria Matos
4ª a Sáb. às 21h30,
Domingo matiné.



























