27.8.07

MONSTROS ÀS ESCURAS


Começou mais uma edição, a sexta, do tão esperado Festival Internacional de Máscaras e Comediantes, organizado anualmente pela Filipe Crawford Produções Teatrais, desta feita em parceria com a EGEAC.

O Festival decorre no Castelo de S. Jorge e no Museu da Marioneta (Convento das Bernardas), entre tardes com História e noites mais ou menos veraneantes.



A abertura deste ano fez-se com a peça “Monstros às Escuras”, baseada nos textos de Roland Dubillard.



Trata-se de um espectáculo constituído por uma sequência de diálogos absurdos e de um humor sui generis, em linguagem coloquial e de acordo com as regras, sempre evolutivas da comédia dell’arte.


Os actores, Filipe Crawford e Rui Paulo, desempenham de forma exemplar os seus papéis, dialogam e trocam piadas entre si,~

numa cumplicidade eminente com o público. Retratam-se caricatamente figuras e figurinhas por demais conhecidas da área do espectáculo e ilustram-se simbolicamente momentos do quotidiano de modo muito original.

Guilherme Noronha, o terceiro personagem, melhor dizendo: “aquele de quem se fala” é uma figura sombra no desenrolar de todo o espectáculo, até que no fim, num apontamento inesperado, aparece para revelar que ele é o “tal” personagem, aquele de quem os amigos passaram o espectáculo a falar.

Um espectáculo divertido, leve, que nos proporcionou uma muito agradável noite de Sexta-feira.






Uma última palavra para sublinhar o desempenho do pessoal técnico, elogio este extensível também à sonoplastia e ao trabalho dos vídeoastas.

Consultem o programa do Festival e escolham de entre as variadas peças aquelas que mais vos chamarem a atenção, e cuja vossa agenda permitir, a variedade é grande e a qualidade garantida, de modo que não se apresentam motivos que levem a não participar neste festa única no panorama teatral português!

13.8.07

VI FESTIVAL

Internacional de Máscaras e Comediantes





9.8.07

BANA

Mais uma noite bem passada, no TEATRO IBÈRICO desta feita para assistir ao concerto de uma lenda da música Cabo Verdeana, o Grande Bana.




No começo do espectáculo tivemos a actuação de um intérprete de mornas – Daniel Moreira – que nos trouxe todos os sabores e aromas daquelas ilhas tão características pela sua cultura tão própria e com as influências mais diversas.





Seguidamente, na nossa opinião, um dos momentos mais altos da noite, ouvimos prazenteiramente a actuação de duas grandes fadistas, duas vozes bem distintas, duas almas da canção nacional, a raça e o encontro de gerações:




Srª Dª Rosete Silva e






Cláudia Afonso,






Por onde terão andado durante tanto tempo estas duas senhoras? A maturidade, a emoção na voz, o sentir da musicalidade tão própria do fado que nos toca a alma dizem aquilo que se sente e se perpassa nestes retratos.







Uma palavra para referir em jeito de elogio os talentosos músicos que as acompanharam: um quinteto de cordas, a saber, da esquerda para a direita, na guitarras portuguesas Carlos Gonçalves e Luís Ribeiro, nas violas Albertino Monteiro e Soares da Costa e, por fim, Jaime Martins no baixo acústico.





Já no fim da noite, a terminar este belo serão, aquele por que todos esperávamos para fechar com chave de ouro: Bana, para este músico não há palavras que o descrevam: é em si sinónimo de graciosidade, de melodia, de ritmos quentes que nos chegam assim, simples e únicos, de outras latitudes e que, como desde sempre, se encontram nesta Lisboa de todas as sensibilidades artísticas.

5.7.07

ETERNO RETORNO

Num dia já distante, uma amiga, a Ana Lúcia Palminha, convidou-me para ir assistir a um projecto bastante interessante que tinha como objectivo a divulgação da poesia de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos e que se chamava POESIA DESDRAMATIZADA e que ocorreu na Eterno Retorno.



Foi assim que nasceu a minha relação com a livraria, de que comecei a ser um frequentador assíduo principalmente, às sextas-feiras, quando aí ser realizavam torneios do jogo do Quiz.


Ficava situada no Bairro Alto, embora local boémio e intelectual, como é apropriado, era de difícil acesso, também assaz reduzido era o espaço, e por vezes os eventos que levava a cabo, careciam da muito boa vontade de todos os que lá trabalhavam e que permitiam entre jeitinho aqui e acolá que todos coubessem para assistir e participar.





Agora por acaso, ou não, ao passar pela antiga fábrica de Braço de Prata, descubro as novas instalações da livraria que tanto deu à cultura desta cidade.



Ontem, como é habitual, mais um evento: houve um recital com o quinteto argentino “El Después“, que tocou alguns tangos que integram o libreto da ópera Maria de Buenos Aires, ópera esta que há-de estrear no Teatro Nacional de S. Carlos, de cujo elenco fazem parte os elementos deste quinteto.



O quinteto é constituído por Victor Vilhena (Bandoneón), Alexandre Schwarz (Guitarra), Cyril Garae (violino), Ivo de Greef (piano) e Bernard Lanaspeze (Contra-baixo).



Foi pois um serão bem passado, ao som de boa música e com parceiros de leitores-boémios em amena cavaqueira, como tão bem sabe nestas noites veraneantes.
Consultem o programa cultural e aceitem este repto, dêem lá um saltinho e vão ver que se não arrependem!


Fica situada, como já referimos, na Antiga Fábrica de Braço de Prata, na Zona Oriental de Lisboa, mesmo a seguir ao Poço do Bispo na segunda transversal à direita.
Autocarros 28, 755.
Autocarro da noite 210