29.8.06

O SENHOR ARMAND dito GARRINCHA


A nossa história começa em Marselha na cabine do Júnior Olimpique, quando é comunicado à equipa que o Bota Fogo na sua deslocação à Europa, irá defrontar a equipa local.



O nosso narrador o Senhor Armand que, para não defrontar o Génio Garrincha, convence os dirigentes a cancelar o jogo.


Como não sabia se iria ou não defrontar o grande Garrincha, o terror dos Guarda-Redes, para melhor o interiorizar, o Senhor Armand, jogador do Olimpique, resolve viver a personagem do seu possível adversário.
E assim se passa meia hora entre fintas e passes trocados com o público só para que nos apercebamos da genialidade de Garrincha, o homem de pernas arqueadas, coxo, pelos relatos entusiasmados do seu alter-ego.


(O senhor que nesta foto acompanha o “nosso” Garrincha é só o melhor defesa de todos os tempos do Brasil NILTON SANTOS, informação gentilmente cedida por Mané do Café, o compincha das nossas noites no TejoBar).




Entre goles de uma qualquer aguardente mascarada de “fanta” um entusiasmado amante das coisas da “pelota” narra-nos curiosidades várias da vida de Garrincha, inclusive diversas peripécias feitas pelo grande goleador, como seja a de passar sempre pelo lado esquerdo do seu adversário, isto é passa sempre pela sua direita, não sem antes, simular, avançar, recuar, bambolear, em suma o deixar baralhado, como ao público, sem sabermos já onde estávamos…



A representação do Dinarte está bastante bem conseguida, aposta no envolvimento do público feito claque em torno dos seus remates, deixando-nos por vezes fora de jogo. Desafiando os espectadores a beberem se o desejarem já que se encontram num Bar,

Já que ele o está a fazer.

Não gostámos apenas do desenho de luz que nem sequer existiu, pois o actor esteve todo o espectáculo iluminado só de um dos lados, pelo que apenas vos deixo fotografias do seu lado direito (Dinarte, espero que seja este o teu melhor perfil!) Para obviar a este senão o actor tirou, e bem, partido das mudanças de cor do balcão.

O texto é de Serge Valletti.


Ainda poderá ser visto até 10 de Setembro, não faltem a um serão assim, mesmo que em fim de férias, entre um copo e umas boas gargalhadas, com tiradas que dão que pensar, dê um salto e, se lá não for há uns tempos: aproveite para ver a remodelação fantástica que o Maria Matos sofreu!

Entrada 5€ , com direito a uma bebida.

26.8.06

IBÉRIA A Louca História da Península

Três actores de duas nacionalidades diferentes encontram-se num palco com um Kit de sobrevivência e um






Manual de Instruções.






Correm diversos episódios da história e dos feitos dos dois países como sejam a

Batalha do Salado

Inês de Castro,






Viriato e a Numância,
Batalha de Aljubarrota,





Descobrimentos, Tratado de Tordesilhas






e o Milagre de Fátima.

EXPOSIÇÃO de MÁSCARAS



Integrada no V FESTIVAL INTERNACIONAL de Máscaras e Comediantes, realiza-se uma exposição de máscaras de Renzo Antonello.











Estará aberta ao publico até ao dia 1 de Outubro das 10h às 13h e das 14h às 18h Museu da Marioneta.


25.8.06

JOGRAL de S. FRANCISCO


Foi ontem representado na abertura do V Festival de Máscaras e Comediantes um monólogo de Dario Fo sobre a vida e as vicissitudes de S. Francisco de Assis.




A peça desenrola-se em cinco cenas que elucidam cinco momentos da vida do santo:

Entre a juventude, as batalhas em que participou,


a recepção pelo Papa Inocêncio, a subsequente autorização para a pregação do Evangelho em público e








para iniciar a Ordem dos Franciscanos,












passando ainda por um dos milagres que praticou,










a terminar com a morte de S. Francisco e o relato dos seus últimos momentos.









Espectáculo interpretado com mestria pelo Filipe Crawford, com momentos hilariantes, entre a narração e a interpretação de figuras típicas na comédia del’arte, senão vejamos o que se pode fazer com recurso a uma e sempre a mesma cortina montada no mesmo do palco.

Um monólogo ser o ser já que deparamos com personagens tão diversas quanto o próprio Santo, um Lobo, o prior de um Convento, o Papa Inocêncio, um Cardeal e vários elementos da “arraia miúda”.
Amiúde lá ouvimos história e estórias bem actuais, apesar de estarmos bem longe dos tempos da obscuridade de Idade Média.
Em suma, foi uma noite bem passada entre uma peça fantástica a abrir o festival que se prolongará até meados de Setembro e um beberede que se lhe seguiu com uns petiscos bem originais, como os queijinhos frescos com tomate espetados em pauzinhos de espetada!

Parabéns ao actor e uma palavra de apreço a todos os que contribuem para a realização deste Festival, que auspicia noites bem passadas com o conjunto de peças que parecem bem divertidas a olhar o programa do mesmo!




Pena só mesmo as peças não se repetirem, por isso, consultem o programa para que não percam a oportunidade de um saltinho ao Castelo de S. Jorge aproveitado como cenário para noites veraneantes com cheirinho a romantismo e à festa que é o teatro num espaço tão privilegiado…


Por cá, dado que a produção nos permitiu fotografar todas as peças, prometemos a cobertura exaustiva dos espectáculos!
Amanhã novas sobre o espectáculo de hoje à noite!

23.8.06

O Senhor Armand

Em boa hora uma equipa, resolveu dar a conhecer esta lenda do futebol brasileiro, mas não só, pois, foi um ídolo de multidões pelo mundo fora. Passeando a sua grande classe pelos maiores estádios de futebol. Este grande génio é representado em palco pelo actor Dinarte Branco.



Quem não se lembra de GARRINCHA!!!


Espectáculo a não perder!!!

Entrada 5€ com direito a uma bebida.

16.8.06

REI VIRIATO

Desta vez, trago uma peça feita em Espanha, que foi representada no majestoso Teatro Romano de Mérida
incluída no LII FESTIVAL DE TEATRO CLÁSSICO DE MÉRIDA,


Viriato Rey da autoria de João Osório de Castro, uma tragédia que nos relata a vida e obra de um herói épico da Província Romana da Lusitânia,











que lutou contra os Romanos pela liberdade e paz do seu Povo








tendo sido traído por um dos seus a mando de Roma


O motivo porque falo dela é porque foi encenada por um dos melhores encenadores portugueses João Mota, e contou nos principais papeis com alguns actores portugueses que dispensam quaisquer elogios Ana Lúcia Palminha, no papel de Artinio, Carlos Paulo no de Atolpas, Sara Belo no de segunda mulher.



Valeu a pena os 700Km feitos, pois a peça estava muito bem encenada, aliás como todos os trabalhos apresentados este grande senhor do teatro português, gostámos bastante do trabalho desenvolvido pela actriz Ana Lúcia Palminha, que esteve sempre bem.